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quarta-feira, 22 de julho de 2015

JESUS E O AMOR AO PRÓXIMO


Terezinha Colle

O amor é a lei de atração para os seres vivos e organizados. A atração é a lei de amor para a matéria inorgânica.1

Vicente de Paulo

 O amor talvez seja um dos temas mais explorados de todos os tempos e também um dos mais empolgantes. Os gregos Antigos tinham várias palavras para designar esse sentimento, em suas diversas manifestações.

A recomendação para que a humanidade ame é muito antiga e sempre atual. No Antigo Testamento vamos encontra-la, na seguinte passagem: “Amarás Yahvé, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças.2

Encontramos, também na Bíblia, a recomendação de amor ao próximo, em  Levítico, 19,18: “Não te vingarás e não guardarás rancor pelos filhos de teu povo, mas amarás teu próximo como a ti mesmo.”

Muitos séculos depois um fariseu, doutor da lei, faz a Jesus a seguinte pergunta: “Mestre, qual o mandamento maior da lei?” Jesus respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua  alma e de todo o teu espírito; este o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. – Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos.”3

Como dissemos no início, havia vários termos gregos para designar tipos de amores diferentes.

Um deles é o amor eros, que muito resumidamente poderíamos dizer que é o amor paixão, o amor de posse, o amor egoísta. É o amor que devora para suprir uma falta, uma necessidade, o amor carnal.

Depois tem o amor philia, que já é um amor pelo outro, pelo que o outro é. Poderíamos dizer que é uma passagem do amor puramente carnal ao amor espiritual, do amor por si mesmo ao amor pelo outro. É o amor entre marido e mulher, entre pais e filhos, entre amigos. Mas ainda pode ser um amor condicionado, um amor que também espera amor em troca.

Jesus, ao prescrever o amor, utilizou o termo agapè, que vem do verbo grego agapan, que significa “querer bem”, para designar o amor mais autêntico, o amor incondicional.

É esse mesmo termo que Jesus utiliza, de acordo com João, ao dizer: “Nisto, todos vos reconhecerão como meus discípulos: por esse amor que tereis uns pelos outros.”4 O termo agapè, de que Jesus se utilizou é o que se costuma traduzir como caridade.

Com o passar do tempo, as más traduções e as falsas interpretações, como saber o real sentido da palavra caridade proferida por Jesus?

No século XIX, quando elaborava a ciência espírita, o sábio Allan Kardec fez a seguinte pergunta aos Espíritos: qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus? Obteve a seguinte resposta: “Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”

E Kardec acrescenta: “O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejaríamos nos fosse feito. Tal o sentido destas palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros como irmãos.5

Vicente de Paulo, um dos Espíritos que colaborou com a ciência espírita diz: “Amai-vos uns aos outros, eis toda a lei, lei divina mediante a qual governa Deus os mundos.”6

Ao observar uma mãe animal amamentando seu filhote, arriscando ou sacrificando a própria vida para defendê-lo, quem diz que aí não se encontra o germe do amor em forma de instinto?

Talvez seja esse o sentido das palavras de Lázaro, quando disse: “O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito.7

O Cristo foi e continua sendo o maior exemplo de amor incondicional que a humanidade pode conhecer. Espírito puro, de nada precisava deste planeta imperfeito, nem mesmo da gratidão daqueles a quem ajudava; ele fez o bem pelo bem, e amou simplesmente porque o amor é a sua natureza.

“Jesus ia por toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do reino e curando todos os langores e todas as enfermidades no meio do povo. - Tendo-se a sua reputação espalhado por toda a Síria, traziam-lhe os que estavam doentes e afligidos por dores e males diversos, os possessos, os lunáticos, os paralíticos e ele a todos curava. - Acompanhava-o grande multidão de povo da Galiléia, de Decápolis, de Jerusalém, da Judéia e de além Jordão. (S. Mateus, 4:23 a 25.)

De todos os fatos que dão testemunho do poder de Jesus, os mais numerosos são, não há contestar, as curas. Queria ele provar dessa forma que o verdadeiro poder é o daquele que faz o bem; que o seu objetivo era ser útil e não satisfazer à curiosidade dos indiferentes, por meio de coisas extraordinárias.

Aliviando os sofrimentos, prendia a si as criaturas pelo coração e fazia prosélitos mais numerosos e sinceros, do que se apenas os maravilhasse com espetáculos para os olhos. Daquele modo, fazia-se amado, ao passo que se se limitasse a produzir surpreendentes fatos materiais, conforme os fariseus reclamavam, a maioria das pessoas não teria visto nele senão um feiticeiro, ou um mágico hábil, que os desocupados iriam apreciar para se distraírem.

Assim, quando João Batista manda, por seus discípulos, perguntar-lhe se ele era o Cristo, a sua resposta não foi: “Eu o sou”, como qualquer impostor houvera podido dizer. Tampouco lhes fala de prodígios, nem de coisas maravilhosas; responde-lhes simplesmente: “Ide dizer a João: os cegos veem, os doentes são curados, os surdos ouvem, o Evangelho é anunciado aos pobres.” O mesmo era que dizer: “Reconhecei-me pelas minhas obras; julgai da árvore pelo fruto”, porquanto era esse o verdadeiro caráter da sua missão divina.8

Encerremos com as palavras de Sócrates, o nobre filósofo grego, ao referir-se ao amor:

Chamo homem vicioso a esse amante vulgar, que mais ama o corpo do que aalma. O amor está por toda parte em a Natureza, que nos convida ao exercício da nossa inteligência; até no movimento dos astros o encontramos. É o amor que orna a Natureza de seus ricos tapetes; ele se enfeita e fixa morada onde se lhe deparem flores e perfumes. É ainda o amor que dá paz aos homens, calma ao mar, silêncio aos ventos e sono à dor.


1 O Livro dos Espíritos, item 888.
2 Deuteronômio, 6,5.
3 S. Mateus, 22: 34 a 40.
4 João, 13,35.
5 O Livro dos Espíritos, item 886.
6 O Livro dos Espíritos, item 888
7 O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XI - Amar o próximo como a si mesmo, Instrução dos Espíritos - A lei de amor, item 8.

8 A Gênese » Os milagres segundo o Espiritismo, cap. XV - Os milagres do Evangelho, Curas, Numerosas curas operadas por Jesus, itens 26 e 27.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

ORGULHO


Traduzido do termo francês orgueil, do Dictionnaire Encyclopédique de la Bible A. Westphal, por Viviane Ribeiro, para o GEAK.

O Antigo Testamento retorna sem cessar ao orgulho e usa nada menos do que doze palavras para designá-lo. Vê-se por isso que ele lhe atribui uma importância capital e conhece sua complexidade.
O orgulho é um amor desregrado de si mesmo; é o estado de um homem que se basta, que se admira em suas obras, vê em si qualidades que não tem e empenha-se para que os outros compartilhem da opinião que tem de si mesmo. Murray disse: “A humildade não é somente uma virtude entre outras, mas sim a raiz de toda as virtudes”; pode-se dizer o mesmo do orgulho, que não é apenas um vício entre outros, mas sim a raiz de todos os vícios. A humildade exala um perfume que dá valor a todas as virtudes; o orgulho carrega em si um fermento que faz eclodir todos os vícios. A inveja, é o orgulho que não pode tirar partido das vantagens de outrem; a cólera nos mostra o orgulho reagindo contra o que lhe resiste; o ciúme nasce da insuportável impressão produzida sobre o orgulho por uma superioridade que se impõe; a própria mentira é muito frequentemente o orgulho que se cobre e se mascara, esperando por seu falso rosto obter a estima que ele não merece. Observou-se que ninguém gosta tanto de alardear a sua humildade e as exigências de sua consciência quanto o orgulhoso.

Este alarde, que entra em contradição com a sua atitude altaneira e suas mesquinhas intenções acarretou para os fariseus a interpelação de Jesus: “Hipócritas (ou atores), vós expressais fisionomias pesadas, vós vos preparais rostos extenuados pelo jejum... Vós limpais o exterior do copo e do prato... Vós pagais o dízimo da menta, do endro e do cominho e deixais de lado o que há de mais importante na lei: a justiça, a misericórdia, a boa fé, o amor a Deus” (Mt 6 e Mt 23).

“O orgulho, diz La Rochefoucauld, nunca é melhor disfarçado e mais capaz de enganar do que quando ele se esconde sob a figura da humildade.”
Vê-se os estragos que o orgulho causa na vida moral. Na vida religiosa, em que a humildade é a introdutora da graça, os efeitos do orgulho são ainda mais temíveis. Ele é para a alma aquilo que a lepra é para o corpo, ele enfeia, corrói, mata e é por isso que se encontram homens que, no início de sua carreira cristã, exerciam, por seu entusiasmo, uma verdadeira atração, mas que, ao viver uma situação em que o orgulho espreita as almas inseguras, perderam pouco a pouco suas qualidades espirituais e até mesmo a chama de seu olhar.

Após estas observações gerais, poderemos compreender o papel que o orgulho desempenha na Bíblia e a insistência com que ela procura prevenir os crentes contra o orgulho. Desde as suas primeiras páginas, ela nos adverte que a habilidade do infernal sugestor foi ter semeado de orgulho o coração virgem do primeiro casal humano : “Sereis como deuses!” Quando o orgulho brotou, ele produziu a ganância; ela provocou a desobediência e o homem foi expulso do Paraíso (Gen 3). Em todo o seu esforço para salvar a humanidade perdida, Deus se choca contra o orgulho. Profetas, salmistas e sábios denunciam o orgulho como o companheiro da maldade (Jó 20:6 35:12, Sl 31:19 73:6 119:51 123:4, Pv 21:24) e da estupidez (Pv 14:3, Sl 59:13); eles lhe atribuem, como consequências, a vergonha, a humilhação, as divisões, a efusão do sangue, a ruina (Pv 11:2 29:23 13:10 16:18) ; eles proclamam que Deus o odeia (2Rs 19:28, Is 37:29, Pv 8:13 16:5, Am 6:8) e dele se vingará (Deut 17:12 e seguintes, Sl 119:21 31:24, cf. Sl 94:2 119:78,122, Is 13:11 2:12, Os 7:10, Jer 13:9-17, Ez 7:10,24 16:56 etc.). Pode-se sentir que para os profetas, todo o destino do homem e em particular do povo eleito está em jogo entre os dois polos: humildade e orgulho.

Os Apócrifos dão também um grande destaque ao orgulho (cf. 2Mac 5:21 9:7,1115:6,Tob 4:13, Sab 5:8, Sir1 13:20 15:8 etc.). Sir 10 encerra uma tocante descrição do orgulho que parece ter inspirado uma passagem do Magnificat (cf. Sir 10:14 e seguintes e
Lc 15:1 e seguintes). Jesus, por sua atitude a respeito dos fariseus sanciona a revelação do Antigo Testamento. Seu discurso, em Mt 23, não é senão um requisitório, e dos mais ardentes, contra os pecados do orgulho. O orgulho dos fariseus os impediu de ir ao
batismo de João Batista, por isso diz Jesus, “eles tornaram inútil o desígnio de Deus em relação a eles” (Lc 7:30, cf. Lc 15:1). O orgulho sugere ao homem enfermo que ele está bem de saúde, ao pecador que ele é justo; Jesus declara: “Aqueles que têm boa saúde não precisam de médicos mas sim aqueles que estão doentes. Eu não vim chamar os justos mas sim os pecadores.” (Mc 2:13-17). A parábola do fariseu e do publicano é o texto clássico desta questão: (Lc 18:9-14) “Oh Deus, eu te rendo graças por não ser como o resto dos homens.”
Aquele cujo orgulho chega a este ponto, não tem próximo. Ele está distante demais para compadecer-se com a dor dos outros, não espereis que ele admita ou ceda: se ele confessasse ser falível, ele se diminuiria. O orgulho instala o coração na atmosfera das resistências. O orgulho é o grande isolante. Se ele nos isola dos outros, como ele não nos isolaria de Deus de quem só podemos nos aproximar através da atmosfera da graça.
“Aquele que se eleva será rebaixado.”

Os apóstolos usam, para este ponto, a mesma linguagem do A. T. e Jesus. Tiago e Pedro, citando Pv 3:34 segundo os LXX, concordam em dizer: “Deus resiste aos orgulhosos, mas ele dá sua graça aos humildes.” (Tg 4:6,1Pe 5:5). João, referindo-se ao relato da queda (Gen 3:6), escreve: “A cupidez da carne, a cupidez dos olhos e o orgulho da vida não vêm do Pai mas do mundo, ora, o mundo passa...” (1Jo 2:16 e seguinte). Já se podia esperar que Paulo, o apóstolo da graça, fosse implacável contra o orgulho (Rom 1:30, 2Tim 3:2 e seguintes, cf. 1Tim 6:4, 1Cor 5:2, 2Cor 12:20, Rom 11:20, 1Tim 6:17) e colocasse aos ministros do Evangelho o dever de se manter longe dele (1Tim 3:6, Tt 1:7).Ver Humildade. Alex. W.

1 Eclesiástico ou Sirácida (Não confundir Eclesiástico com Eclesiaste)

Fonte; Geak - Grupo de Estudos Allan Kardec



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terça-feira, 23 de julho de 2013

ATRAÇÃO SEXUAL, MAGNETISMO, HOMOSSESUALIDADE E PRECONCEITO


Armando Medeiros

“O preconceito é tão grave, que atinge inclusive os que têm conseguido realizar o seu reencarne de maneira satisfatória.”

O sexo sempre foi um assunto polêmico. Sempre foi muito falado, comentado, discutido e estudado, mas sua realidade espiritual é pouco conhecida. O problema consiste em um conhecimento parcial, onde é só levado em conta a física animal.

No Universo, tudo está baseado no magnetismo. O Cosmo visível é concentração de energia agregada por campos eletromagnéticos. Este intercâmbio de energia-substância em todos os níveis estruturais, é que chamamos de atração ou repulsão magnética, também conhecida na língua portuguesa pelas quatro letrinhas que juntas formam a palavra “amor”. A atração sexual nada mais é que uma forma de magnetismo, cujo objetivo é permitir a continuidade da vida física para a evolução do espírito.

Assim, podemos concluir que o Universo funciona à base de amor. Este amor, porém, pode ser encontrado em diversos níveis. Entre dois seres que se gostam, o amor vai continuar sendo atração magnética, contudo permeada por um sentimento positivo. O amor muitíssimo rudimentar funcionará apenas como atração magnética unindo os átomos de uma substância química. A atração magnética também funciona ligando dois seres que se odeiam. Será a atração magnética permeada por sentimentos negativos. Neste último caso, este sentimento não é permanente, pois conforme o ser evolui, este magnetismo negativo vai deixando de existir.

A alma ao ser criada como partícula divina do Criador, começa a sua fase evolutiva passando por diversos reinos materiais. A começar pelo reino mineral, vegetal, animal e finalmente hominal. Até a fase dos animais inferiores, como os insetos, crustáceos e moluscos, o ser ainda não se encontra individualizado, ou seja, as espécies são animadas por um espírito de grupo. A partir dos animais superiores (peixes, répteis, aves e mamíferos) já existe a aproximação magnética entre os seres. Nesta fase, a atração sexual está intimamente ligada ao magnetismo físico.

Vamos procurar entender melhor, começando com algumas explicações:

Assim como os planetas giram em torno do Sol, nós somos constituídos por partículas atômicas, onde elétrons giram em torno de um núcleo formado por prótons e êutrons. Os elétrons além de possuírem cargas elétricas, possuem também um momento angular, conhecido como spin. Pode-se compará-los a bolas girando em torno de si mesmas, como a Terra por exemplo. O spin está intimamente ligado a um campo magnético, parecido com o produzido por um imã pequeno, porém este campo tem que estar alinhado ao seu eixo de rotação. Então um elétron age como se contivesse um pequeno imã; os imãs têm pólo sul e pólo norte, e assim como a Terra gira em torno do eixo que liga seus pólos, um elétron também o faz, tendo uma orientação magnética que os físicos chamam de spin.

Muito bem, quando estamos na espiritualidade esperando a hora de retornarmos a um corpo para continuarmos a nossa evolução, fazemos sob orientação de mentores, um planejamento da nossa próxima vida. Nesse planejamento vem a escolha sexual. Esta decisão sempre é baseada nas nossas necessidades de evolução. Deus, na sua Infinita  bondade e sabedoria, fez tudo para que seus filhos vençam as provas necessárias. A formação atômica dos corpos inclui o spin cuja  Orientação  magnética difere no corpo do macho do corpo da fêmea.

Essa diferença no magnetismo age como imã: o macho atrai a fêmea e vice-versa. Isso ajuda o espírito a se direcionar de forma satisfatória no sexo escolhido. Nos animais, cuja mente ainda não possui raciocínio continuado, isso funciona perfeita mente bem. Não existem neles, as fixações mentais problemáticas, inerentes do ser humano pensante. Para um animal, tanto faz nascer macho ou fêmea, ele irá reconhecer o seu oposto, e o instinto de sobrevivência vai fazer a aproximação de ambos. Ou seja, é o espírito e a matéria em perfeita harmonia. No ser humano, outras variantes influenciam suas decisões pós-nascimento. Quando os mentores responSá veis pela reencarnação, através de processos magnéticos preparam o corpo espiritual do  reencarnante,  fica consumado o sexo escolhido. Assim, na fecundação do óvulo pelo espermatozoide, já tem início o processo de formação do ser. Esta formação tanto masculina ou feminina, não tem mais volta. Depois do processo iniciado, não tem mais como mudar o sexo do feto.
Jesus disse: "Vós sois deuses, podeis fazer o que faço e muito mais" (Jesus aos Apóstolos - João 10:34 e 14:12).

Somos seres com capacidade de criar e transformar, embora ainda não saibamos disso de maneira plena. A nossa mente é fonte criadora e pode ser também  destruidora. Quando o perispírito é reduzido para se ligar ao óvulo fecundado, perdemos a consciência. Se não estamos firmes nas nossas decisões, o simples fato de nos ligarmos a um corpo ao qual não aceitamos de coração pode fazer com que bata o arrependimento. Uma mudança de sexo, diferente da que tínhamos tido em vidas anteriores, pode nos fazer fixar a mente de maneira errada. Embora a formação física do sexo não possa ser mais alterada, o arrependimento ou a não aceitação inconsciente, faz com que a fixação mental do espírito altere a orientação do spin magnético dos átomos do corpo. É a mente do espírito mudando o magnetismo de
atração do corpo físico, ou seja, embora preso em um determinado sexo, ele vai continuar com o sentimento de atração da vida anterior, fazendo com que o corpo físico tenha atração magnética pelo mesmo sexo.

Este é um problema dos mais graves e sofridos que pode passar um espírito.

Quando chega a adolescência e começa a se dar conta da realidade da sua situação, começam a surgir as dificuldades, como por exemplo, a não aceitação de se sentir atraído pelo mesmo sexo. Disso, vem a principal e mais grave consequência, que é a depressão. Infelizmente, por falta de conhecimento, não só a sociedade, mas os pais e parentes tratam estes jovens como desavergonhados, desequilibrados ou doentes.

Na realidade, tudo isso faz parte da evolução do espírito e serve como aprendizado.
O preconceito é tão grave, que atinge inclusive os que têm conseguido realizar o seu reencarne de maneira satisfatória. Como pode acontecer do espírito ter muitas reencarnações em um mesmo sexo, nas primeiras vezes da nova mudança, ele ainda pode trazer alguns gestos e características de movimento do sexo oposto. Isso é um hábito e não quer dizer de maneira alguma que ele seja homossexual. Quem já não escutou alguém dizer: “Eu acho que ele é... Ele tem todo o jeitinho, mas ele é casado!”.
Isso perante as leis do Pai é considerado falta de caridade. Cuidemos de nossos pensamentos, ele é força e pode corroer quando é mal direcionado.

Se somos cegos, usamos bengala; se perdemos uma perna, usamos muleta; se perdemos os braços, escrevemos com a boca; se somos surdos, falamos com as mãos; em todos estes casos somos amados, ajudados e compreendidos. E na homossexualidade? Não existem bengalas ou muletas, só a aceitação de algo que não muda mais nesta vida. Tudo que essas pessoas querem é amar e serem amadas, respeitar e serem respeitadas, ajudar e serem ajudadas, compreender e serem compreendidas. Querem ter a chance de continuar a sua evolução com os erros e acertos pelo qual todos nós passamos.

Precisamos deixar bem claro que depende de todos nós a compreensão e o amor a estes irmãos, mas depende deles a responsabilidade de uma vivência com respeito e moralizada, não importando com quem eles decidam conviver, pois esse último é um assunto tão somente deles. Deus na sua infinita bondade não condena seus filhos, e quem somos nós para fazermos diferente. Ele nos proporciona uma máquina de manifestação que é o nosso corpo, onde temos toda a natureza física para nos ajudar a vencer.
Liguemos a nossa mente ao amor ao próximo, que o amor nos encontrará.□

JORNAL VORTICE ANO V - N° 04 – JANEIRO 2013


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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O PODER DO PENSAMENTO


Pensamento e Inércia

Por Carlos Bernardo Loureiro

Após a morte de Helena P. Blavatsky, em 1891, os discípulos de C. W. Leadbeater e Annie Besant deram a lume o livro "Thughtforms" (Formas Pensamento), lançado no Brasil pela Editora Pensamento. As pesquisas dos dois teosofistas partiram dos trabalhos do Dr. Hippolyte Baraduc, na expectativa de confirmar, como realmente confirmaram, as informações colhidas através da vidência. Os pensamentos-emoções, irradiados por uma pessoa manifestam-se em determinadas formas e cores. Observou-se que o conteúdo moral dos pensamentos determinadas formas. Ódio, amor, felicidade, agressividade, medo, frustração, cada sentimento produzia imagem distinta, específica. Leadbeater e Annie Besant concluíram que as pesquisas que se realizavam poderiam revolucionar a Ciência que, finalmente, poderia envolver-se no estudo sobre os fenômenos psíquicos. Mas, a Ciência jamais se interessou por esse tipo de pesquisa, salvo isoladas investigações (algumas notáveis) a cargo de cientistas do porte de T. Fukurai, o francês Comandante Darget e o alemão Barão Albert S. Notzing, os dois últimos notáveis experimentadores no campo da ectoplasmia. Por volta de 1910, o Dr. Fukurai realizou uma série de experiências com um grupo de médiuns. Solicitava que transferissem símbolos e signos da escrita japonesa para uma chapa fotográfica, usando tão somente a força do pensamento. O método do Dr. Fukurai antecipava, em anos, o que seria utilizado com o sensitivo americano Ted Sérios.
Considerava-se, assim, o pensamento como uma forma de energia, que conseguia imprimir nas chapas fotográficas, diretamente, imagens e signos. O êxito dessas revolucionárias experiências não conseguiu, porém, sensibilizar os setores ortodoxos da Ciência oficial. Houve, até, acerba reação ao trabalho do Dr. Fukurai, por parte de seus colegas da Universidade Imperial de Tóquio. A ignorância, o preconceito, o espírito de sistema, a velha e perniciosa inveja sempre se constituíram obstáculos aos avanços científicos. Na atualidade, o estudo dos fenômenos psíquicos, promovidos pelos encarnados (vivos) e desencarnados ( mortos? ), tem avançado consideravelmente. Criaram, até, em Laboratório o termo PSI, retirado da letra grega de igual nome, por Thouless e Wiesner, para designar qualquer espécie de conhecimento que se não coaduna com as leis científicas usuais. Estabeleceram uma divisão:

PSI-GAMA (ou Mentais)
PSI-KAPA (os Físicos)

Em 1969, dezembro, a "American Association for the Advancement of Science" aceitou a filiação da "Parapsychological Association". O fato representa o coroamento de longa e penosa luta desde os tempos gloriosos das pesquisas psíquicas. Tem-se como provada a realidade dos fenômenos de telepatia, da clarividência, da precognição e da psicocinesia. Mas, deve-se fazer justiça ao Mestre Allan Kardec: ele foi o responsável direto e consciencioso de todo o processo de investigação em torno do homem e da alma, a partir do momento em que lançou, em Paris, "O Livro dos Espíritos", a 18 de abril de 1857.

Héctor Durville (1848-1923), continuador da obra do magnetizador Barão Du Potet, realizou extraordinárias experiências sobre o desdobramento espiritual. Escreveu uma obra clássica a respeito do magnetismo, de parceria com Paul C. Jagot. Certa ocasião, uma médium levada, por Héctor Durville ao estado sonambúlico descreveu o seguinte:
O paciente pensa, o médium lê.
"Não posso ouvir a sua voz, mas "vejo" seus pensamentos como espécies de raios de luz saindo de seu cérebro; eles emanam de sua própria alma; nós, almas livres, conseguimos ver com incrível facilidade as vibrações que a alma emite, através do organismo físico, ao pensar."

Eis por qual motivo almas mais adiantadas podem ler nossos pensamentos, a eles reagindo conforme o teor de que os mesmos se revestem. Em escala menor, é claro, pode-se identificar o fenômeno da Natureza. Cleve Backster, pioneiro da moderna pesquisa sobre o comportamento dos vegetais, admite que eles possuem, ainda que a nível primário, um tipo de percepção cujo mecanismo é uma incógnita. Após uma série de demoradas experiências, Cleve Backster (com o seu Polígrafo) começou a ter acesso ao fantástico universo emocional das plantas. Constatou que uma planta doméstica às vezes escolhe uma pessoa que se encontra na sala e começa a produzir no Polígrafo um padrão gráfico que reproduz, à perfeição, as batidas cardíacas da pessoa tomada como modelo. As plantas "sabem" quando devem encenar um "desmaio" estratégico. Quando um cientista canadense visitou Backster, para observar as suas experiências, as plantas não se manifestaram. Enquanto o pesquisador estrangeiro permaneceu no ambiente, as plantas não se prontificaram a cooperar, percebendo que algo determinara o "procedimento"das plantas, perguntou ao canadense se seus trabalhos, de algum modo, envolviam violências contra plantas. A resposta deixou-o espantado. - "sim, eu as levo ao forno, a fim de obter o seu peso seco para análise". Pouco tempo depois da partida do visitante, as plantas retornaram as suas surpreendentes manifestações...

O tema é sobretudo fascinante e perturbador. Admitindo-se que as revelações de Leadbeater e Annie Besant não se sustentem na ilusão, devendo ser tratadas como autênticos fenômenos, deve-se concluir que as formas-pensamento que ambos viram são compostas de uma matéria sutil, capazes de se movimentar. Vejamos o que esses expoentes da Teosofia informam a respeito: "Se os pensamentos de alguém estão concentrados em outra pessoa, a forma criada por tais pensamentos estão concentrados no próprio emitente, então eles ficam circulando à sua volta, sempre prontos a influenciá-lo." Eles finalizam: "O homem viaja pela vida dentro de um invólucro de pensamentos que ele mesmo cria".
Alguns cientistas, ao longo de suas pesquisas, perceberam que existe uma inquestionável relação entre o pensamento e a matéria. O físico Niels Bohr chegou a afirmar que "se quisermos interpretar corretamente a mecânica dos "quantas", suas experiências, e seus paradoxos, temos de aceitar o pensamento como uma ação puramente física".
Einstein, por sua vez, admite que "Do conceito de que a matéria é um fantasma eletrônico, até a idéia de que o pensar ; e uma imagem-pensamento que se materializa, não existe um grande passo".
Há algum tempo, o Físico Marcel Vogel, da Califórnia, realizou experiências utilizando-se métodos espectográficos, destinados a medir uma seqüência de pensamentos concentrados, e expressar os resultados graficamente. Voguel publicou os resultados de suas notáveis e revolucionárias experiências em 1973.

Vem-se observando, pois, que os fenômenos antes estudados e praticados pelo Ocultismo, constituem objeto das preocupações dos grandes cientistas, que não medem esforços para penetrar-lhes a natureza íntima de seus mecanismos. Na verdade, o que antes andava no terreno da superstição é matéria de laboratório. Afinal de contas, a fenomenologia espiritual tem a sua gênese na própria Lei Natural. E o pensamento é, nada mais nada menos, que a expressão do Ser espiritual quer esteja vivenciando uma existência corpórea ou incorpórea. Ambos, como afirmou Allan Kardec, têm condições de provocar idênticos fenômenos dependendo das circunstâncias ambientais.

Publicado no Correio Fraterno do ABC, novembro de 2001


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