segunda-feira, 10 de novembro de 2014

ESTUDO SOBRE AS CURAS DE JESUS - PRIMEIRA PARTE

Durante um dia e meio nós nos detivemos a estudar as Curas de Jesus, conforme estão colocadas em A Gênese - Os milagres segundo o Espiritismo - Capítulo XV - Os milagres do Evangelho - Curas, itens 10 a 28.

A explicação teórica desses fenômenos de curas operadas por Jesus, está em A Gênese, cap. XIV - Os fluidos - II - Explicação de alguns fenômenos considerados sobrenaturais – Curas, itens 31 a 34.

Nossos principais objetivos para este estudo eram dois:

1. Conhecer melhor Jesus, como Modelo e Guia (tendo em vista que Modelo é para ser imitado, e Guia para ser seguido);

2. Observar as características daqueles que foram curados por Jesus.

Uma observação feita pelo grupo é que em alguns casos, após curar o doente, Jesus dizia: “Tua fé te salvou”, e em outros ele falava diferente. Isso foi destacado em cada cura, para que pudéssemos observar melhor as circunstâncias em que Jesus diz uma ou outra coisa, e entender o porquê dessa diferença.

Outra observação é que para alguns a quem Jesus curava, ele recomendava que não dissesse a ninguém sobre a cura, e para outros pedia que fosse mostrar-se aos sacerdotes. Ao final colocaremos o nosso entendimento sobre essa questão.

Para que nossas reflexões não se perdessem com o tempo, e para um melhor aproveitamento desses estudos, fizemos um resumo dos comentários e destaques dos textos feitos pelos participantes, e incluímos ao final as comunicações recebidas dos Espíritos, uma vez que nossos estudos sempre são feitos com a participação dos Espíritos, conforme fazia, e ensinava a fazer, nosso mestre Allan Kardec.

 Estudo do dia 06 de julho de 2013 – itens 10 a 23

 Perda de sangue

 10. Então, uma mulher, que havia doze anos sofria de uma hemorragia; - que sofrera muito nas mãos dos médicos e que, tendo gasto todos os seus haveres, nenhum alívio conseguira - como ouvisse falar de Jesus, veio com a multidão atrás dele e lhe tocou as vestes, porquanto, dizia: Se eu conseguir ao menos lhe tocar nas vestes, ficarei curada. - No mesmo instante o fluxo sanguíneo lhe cessou e ela sentiu em seu corpo que estava curada daquela enfermidade.

Logo, Jesus, conhecendo em si mesmo a virtude que dele saíra, se voltou no meio da multidão e disse: Quem me tocou as vestes? - Seus discípulos lhe disseram: Vês que a multidão te aperta de todos os lados e perguntas quem te tocou? - Ele olhava em torno de si à procura daquela que o tocara.

A mulher, que sabia o que se passara em si, tomada de medo e pavor, veio lançar-se-lhe aos pés e lhe declarou toda a verdade. - Disse-lhe Jesus: Minha filha, tua fé te salvou; vai em paz e fica curada da tua enfermidade. (S. Marcos, 5:25 a 34.)

11. Estas palavras: conhecendo em si mesmo a virtude que dele saíra, são significativas. Exprimem o movimento fluídico que se operara de Jesus para a doente; ambos experimentaram a ação que acabara de produzir-se. É de notar-se que o efeito não foi provocado por nenhum ato da vontade de Jesus; não houve magnetização, nem imposição das mãos. Bastou a irradiação fluídica normal para realizar a cura.

Mas, por que essa irradiação se dirigiu para aquela mulher e não para outras pessoas, uma vez que Jesus não pensava nela e tinha a cercá-lo a multidão?

É bem simples a razão. Considerado como matéria terapêutica, o fluido tem que atingir a matéria orgânica, a fim de repará-la; pode então ser dirigido sobre o mal pela vontade do curador, ou atraído pelo desejo ardente, pela confiança, numa palavra: pela fé do doente. Com relação à corrente fluídica, o primeiro age como uma bomba calcante e o segundo como uma bomba aspirante. Algumas vezes, é necessária a simultaneidade das duas ações; doutras, basta uma só. O segundo caso foi o que ocorreu na circunstância de que tratamos.

Razão, pois, tinha Jesus para dizer: Tua fé te salvou. Compreende-se que a fé a que ele se referia não é uma virtude mística, qual a entendem muitas pessoas, mas uma verdadeira força atrativa, de sorte que aquele que não a possui opõe à corrente fluídica uma força repulsiva, ou, pelo menos, uma força de inércia, que paralisa a ação. Assim sendo, também, se compreende que, apresentando-se ao curador dois doentes da mesma enfermidade, possa um ser curado e outro não. É este um dos mais importantes princípios da mediunidade curadora e que explica certas anomalias aparentes, apontando-lhes uma causa muito natural. (Cap. XIV, nos 31, 32 e 33.) A Gênese - Os milagres segundo o Espiritismo, cap. XV - Os milagres do Evangelho - Curas - Perda de sangue, itens 10 e 11.

 Comentários e destaques feitos pelos participantes:

- A mulher que sofria de hemorragia tinha esgotado todos os seus haveres e havia sofrido nas mãos dos médicos, sem lograr a cura de sua enfermidade;

- Teve uma fé ativa e um desejo ardente de curar-se;

- Com confiança ela buscou Jesus, tocou-lhe as vestes e ficou curada;

- Sua fé foi uma verdadeira força atrativa e não uma virtude mística; sua vontade de ser curada agiu como uma bomba aspirante, e não houve intencionalidade de curar por parte de Jesus.

- Jesus diz à mulher: “Minha filha, tua fé te salvou; vai em paz e fica curada da tua enfermidade.”

Cego de Betsaida

 12. Tendo chegado a Betsaida, trouxeram-lhe um cego e lhe pediam que o tocasse. Tomando o cego pela mão, ele o levou para fora do burgo, passou-lhe saliva nos olhos e, havendo-lhe imposto as mãos, lhe perguntou se via alguma coisa. - O homem, olhando, disse: Vejo a andar homens que me parecem árvores. - Jesus lhe colocou de novo as mãos sobre os olhos e ele começou a ver melhor. Afinal, ficou tão perfeitamente curado, que via distintamente todas as coisas. - Ele o mandou para casa, dizendo-lhe: Vai para tua casa; se entrares no burgo, a ninguém digas o que se deu contigo. (S. Marcos, 8:22 a 26.)

13. Aqui, é evidente o efeito magnético; a cura não foi instantânea, porém gradual e consequente a uma ação prolongada e reiterada, se bem que mais rápida do que na magnetização ordinária. A primeira sensação que o homem teve foi exatamente a que experimentam os cegos ao recobrarem a vista. Por um efeito de óptica, os objetos lhes parecem de tamanho exagerado. Cego de Betsaida - A Gênese - Os milagres segundo o Espiritismo, cap. XV - Os milagres do Evangelho - Curas - Cego de Betsaida, itens 12 e 13.

Comentários e destaques feitos pelos participantes:

- É notável e comovente a solicitude de Jesus, tomando o cego pela mão e o levando para fora do burgo;

- Jesus passou saliva nos olhos do cego, não como um ritual sem sentido, mas por conhecer os recursos do magnetismo aplicou-o com sucesso;

- Jesus o mandou para casa, dizendo-lhe: Vai para tua casa; se entrares no burgo, a ninguém digas o que se deu contigo.

Paralítico

14. Tendo subido para uma barca, Jesus atravessou o lago e veio à sua cidade (Cafarnaum). - Como lhe apresentassem um paralítico deitado em seu leito, Jesus, notando-lhe a fé, disse ao paralítico: Meu filho, tem confiança; perdoados te são os teus pecados.

Logo alguns escribas disseram entre si: Este homem blasfema. - Jesus, tendo percebido o que eles pensavam, perguntou-lhes: Por que alimentais maus pensamentos em vossos corações? - Pois, que é mais fácil dizer: - Teus pecados te são perdoados, ou dizer: Levanta-te e anda?

Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na Terra o poder de remitir os pecados: Levanta-te, disse então ao paralítico, toma o teu leito e vai para tua casa.

O paralítico se levantou imediatamente e foi para sua casa. Vendo aquele milagre, o povo se encheu de temor e rendeu graças a Deus, por haver concedido tal poder aos homens. (S. Mateus, 9:1 a 8.)

15. Que significariam aquelas palavras: “Teus pecados te são remitidos” e em que podiam elas influir para a cura? O Espiritismo lhes dá a explicação, como a uma infinidade de outras palavras incompreendidas até hoje. Por meio da pluralidade das existências, ele ensina que os males e aflições da vida são muitas vezes expiações do passado, bem como que sofremos na vida presente as consequências das faltas que cometemos em existência anterior e, assim, até que tenhamos pago a dívida de nossas imperfeições, pois que as existências são solidárias umas com as outras.

Se, portanto, a enfermidade daquele homem era uma expiação do mal que ele praticara, o dizer-lhe Jesus: “Teus pecados te são remitidos” equivalia a dizer-lhe: “Pagaste a tua dívida; a fé que agora possuis elidiu a causa da tua enfermidade; conseguintemente, mereces ficar livre dela.” Daí o haver dito aos escribas: “Tão fácil é dizer: Teus pecados te são perdoados, como: Levanta-te e anda.” Cessada a causa, o efeito tem que cessar. É precisamente o caso do encarcerado a quem se declara: “Teu crime está expiado e perdoado”, o que equivaleria a se lhe dizer: “Podes sair da prisão.” Paralítico - A Gênese - Os milagres segundo o Espiritismo, cap. XV - Os milagres do Evangelho - Curas - Paralítico, itens 14 e 15.

 Comentários e destaques feitos pelos participantes:

- Nota-se que Jesus percebia o que os homens pensavam, sem que estes precisassem se expressar por palavras. Isto fica evidente nesta parte do texto: tendo percebido o que eles pensavam, perguntou-lhes: Por que alimentais maus pensamentos em vossos corações?

- Jesus pede ao doente que tenha confiança, então não se tratava de uma fé ativa e ardente, embora o doente tivesse fé;

- A expressão “Tua fé te salvou”, não é empregada;

- Jesus diz: “Meu filho, tem confiança; perdoados te são os teus pecados.”

- A paralisia daquele homem parece ter sido uma expiação que chegara ao fim;

Os dez leprosos

16. Um dia, indo ele para Jerusalém, passava pelos confins da Samaria e da Galileia - e, estando prestes a entrar numa aldeia, dez leprosos vieram ao seu encontro e, conservando-se afastados, clamaram em altas vozes: Jesus, Senhor nosso, tem compaixão de nós. - Dando com eles, disse-lhes Jesus: Ide mostrar-vos aos sacerdotes. Quando iam a caminho, ficaram curados.

Um deles, vendo-se curado, voltou sobre seus passos, glorificando a Deus em altas vozes; - e foi lançar-se aos pés de Jesus, com o rosto em terra, a lhe render graças. Esse era samaritano.

Disse então Jesus: Não foram curados todos dez? Onde estão os outros nove? - Nenhum deles houve que voltasse e glorificasse a Deus, a não ser este estrangeiro? - E disse a esse: Levanta-te; vai; tua fé te salvou. (S. Lucas, 17:11 a 19.)

17. Os samaritanos eram cismáticos, mais ou menos como os protestantes com relação aos católicos, e os judeus os tinham em desprezo, como heréticos. Curando indistintamente os judeus e os samaritanos, dava Jesus, ao mesmo tempo, uma lição e um exemplo de tolerância; e fazendo ressaltar que só o samaritano voltara a glorificar a Deus, mostrava que havia nele maior soma de verdadeira fé e de reconhecimento, do que nos que se diziam ortodoxos. Acrescentando: “Tua fé te salvou”, fez ver que Deus considera o que há no âmago do coração e não a forma exterior da adoração. Entretanto, também os outros tinham sido curados. Fora mister que tal se verificasse, para que ele pudesse dar a lição que tinha em vista e tornar-lhes evidente a ingratidão. Quem sabe, porém, o que daí lhes haja resultado; quem sabe se eles terão se beneficiado da graça que lhes foi concedida? Dizendo ao samaritano: “Tua fé te salvou”, dá Jesus a entender que o mesmo não aconteceu aos outros. Os dez leprosos - A Gênese - Os milagres segundo o Espiritismo, cap. XV - Os milagres do Evangelho - Curas - Os dez leprosos, itens 16 e 17.

 Comentários e destaques feitos pelos participantes:

- Dando com eles, disse-lhes Jesus: Ide mostrar-vos aos sacerdotes. Quando iam a caminho, ficaram curados. Neste caso Jesus manda aquele aos quais curou irem mostra-se ao sacerdotes.

- Por que mostrar-se aos sacerdotes? Uma possibilidade de resposta é que ao tempo de Jesus o Livro da Vida, isto é, o livro onde se registravam os nascimentos, o que hoje se faz nos cartórios, estava a cargo dos sacerdotes. Quando alguém era acometido pela lepra, que era diagnosticada pelos sacerdotes, o doente era vestido com uma mortalha, rezava-se uma missa fúnebre de corpo presente, e em seguida o enfermo era conduzido para fora dos limites da comunidade, e seu nome era riscado do Livro da Vida, ou seja, era declarado morto. Por essa razão Jesus recomenda aos que foram curados da lepra para irem apresentar-se aos sacerdotes, a fim de que estes, constatando a cura, os incluíssem novamente no Livro da Vida.

Diz o texto: “Estando prestes a entrar numa aldeia, dez leprosos vieram ao seu encontro e, conservando-se afastados, clamaram em altas vozes: “Jesus, Senhor nosso, tem compaixão de nós.” Aqui fica evidente que os doentes estavam fora da aldeia. E a lei ordenava que se mantivessem afastados dos sãos, a uma distância de pelo menos dez metros.

- Jesus disse: Não foram curados todos os dez? Onde estão os outros nove? - Nenhum deles houve que voltasse e glorificasse a Deus, a não ser este estrangeiro? - E disse a esse: Levanta-te; vai; tua fé te salvou.

- Todos foram curados, mas apenas um foi salvo;

- Um deles, vendo-se curado, voltou sobre seus passos, glorificando a Deus em altas vozes. Entendemos que “voltar sobre seus passos”, significa refazer o caminho, mudar de ideia, que é o arrependimento verdadeiro, e também a gratidão em forma de ações;

- Neste caso parece que o que caracterizou a salvação foi, além da fé, a gratidão e a humildade.

- A cura do corpo pode ser feita por médicos, pelo magnetismo e por outros meios, mas a salvação diz respeito à alma, ao seu livre-arbítrio; é uma condição particular que exige um movimento interno do Espírito, um desejo sincero, uma mudança efetiva de comportamento, que vai muito além da recuperação da saúde do corpo. Aquele que foi salvo tinha, no âmago do coração a fé, a humildade e a gratidão.

- O que se nota ainda no texto é que Jesus faz ressaltar o problema da ingratidão.

Mão seca

 18. Doutra vez entrou Jesus no templo e aí encontrou um homem que tinha seca uma das mãos. - E eles o observavam para ver se ele o curaria em dia de sábado, para terem um motivo de o acusar. - Então, disse ele ao homem que tinha a mão seca: Levanta-te e coloca-te ali no meio. - Depois, disse-lhes: É permitido em dia de sábado fazer o bem ou mal, salvar a vida ou tirá-la? Eles permaneceram em silêncio. - Ele, porém, encarando-os com indignação, tanto o afligia a dureza de seus corações, disse ao homem: Estende a tua mão. Ele a estendeu e ela se tornou sã.

Logo os fariseus saíram e se reuniram contra ele em conciliábulo com os herodianos, sobre o meio de o perderem. - Mas, Jesus se retirou com seus discípulos para o mar, acompanhando-o grande multidão de povo da Galileia e da Judéia - de Jerusalém, da Iduméia e de além Jordão; e os das cercanias de Tiro e de Sídon, tendo ouvido falar das coisas que ele fazia, vieram em grande número ao seu encontro. (S. Marcos, 3:1 a 8.) Mão seca - A Gênese - Os milagres segundo o Espiritismo, cap. XV - Os milagres do Evangelho - Curas - Mão seca, item 18.

 Comentários e destaques feitos pelos participantes:

- Jesus entra no templo e encontra um homem que tinha a mão seca, isto é, paralisada, e o convida a ir para o meio, a fim de que fosse visto por todos. Vale lembrar que Jesus estava sendo observado para ver se curaria em dia de sábado, o que era proibido pela lei de Moisés;

- Jesus não se intimida, porque sua fé é verdadeira e ativa; ele afronta os fariseus, muito apegados à lei, e cura os doentes aos sábados, mostrando com isso que mais importante que o amor à lei é a lei de amor.

A mulher curvada

 19. Todos os dias de sábado Jesus ensinava numa sinagoga. - Um dia, viu ali uma mulher possuída de um Espírito que a punha doente, havia dezoito anos; era tão curvada, que não podia olhar para cima. - Vendo-a, Jesus a chamou e lhe disse: Mulher, estás livre da tua enfermidade. - Impôs-lhe ao mesmo tempo as mãos e ela, endireitando-se, rendeu graças a Deus.

Mas, o chefe da sinagoga, indignado por haver Jesus feito uma cura em dia de sábado, disse ao povo: Há seis dias destinados ao trabalho; vinde nesses dias para serdes curados e não nos dias de sábado.

O Senhor, tomando a palavra, disse-lhe: Hipócrita, qual de vós não solta da carga o seu boi ou seu jumento em dia de sábado e não o leva a beber?[1] - Por que então não se deveria libertar, em dia de sábado, dos laços que a prendiam, esta filha de Abraão, que Satanás conservara atada durante dezoito anos?

A estas palavras, todos os seus adversários ficaram confusos e todo o povo encantado de vê-lo praticar tantas ações gloriosas. (S. Lucas, 13:10 a 17.)

20. Este fato prova que naquela época a maior parte das enfermidades era atribuída ao demônio e que todos confundiam, como ainda hoje, os possessos com os doentes, mas em sentido inverso, isto é, hoje, os que não acreditam nos maus Espíritos confundem as obsessões com as moléstias patológicas. A mulher curvada - A Gênese - Os milagres segundo o Espiritismo, cap. XV - Os milagres do Evangelho - Curas - A mulher curvada, itens 19 e 20.

Comentários e destaques feitos pelos participantes:

- O sábado era, segundo os judeus, um dia dedicado ao descanso, e por isso não eram permitidas as curas e qualquer outra forma de trabalho, ou tido como tal;

- Jesus vê a mulher e se compadece; chama-a e lhe diz que ela está livre da sua enfermidade. Impõe-lhe as mãos e a livra do mal que a fazia sofrer;

- Neste caso Jesus não fala em salvação, simplesmente livra a mulher de um constrangimento;

- Jesus não se intimida diante da ira dos fariseus, e faz o que sua consciência lhe diz;

- Outro detalhe que ressalta do texto é a observação que Kardec faz ao final: hoje, os que não acreditam nos maus Espíritos confundem as obsessões com as moléstias patológicas.

 Observação: Em nosso grupo constatamos essa realidade com relação à depressão, doença muito comum em nossos dias. Dois casos de depressão grave, que há anos estavam sendo tratadas pelos especialistas terrenos, sem êxito, foram curados pelos meios que a Ciência Espírita indica, pois tratava-se de depressão obsessional. Consultamos os nossos Guias e eles nos disseram que nos dois casos a depressão era uma vingança levada a efeito por Espíritos. Evocados e moralizados os Espíritos obsessores, ambos os deprimidos ficaram curados.

 O paralítico da piscina

 21. Depois disso, tendo chegado a festa dos judeus, Jesus foi a Jerusalém. - Ora, havia em Jerusalém a piscina das ovelhas, que se chama em hebreu Betesda, a qual tinha cinco galerias - onde, em grande número, se achavam deitados doentes, cegos, coxos e os que tinham ressecados os membros, todos à espera de que as águas fossem agitadas - Porque, o anjo do Senhor, em certa época, descia àquela piscina e lhe movimentava a água e aquele que fosse o primeiro a entrar nela, depois de ter sido movimentada a água, ficava curado, qualquer que fosse a sua doença.

Ora, estava lá um homem que se achava doente havia trinta e oito anos. - Jesus, tendo-o visto deitado e sabendo-o doente desde longo tempo, perguntou-lhe: Queres ficar curado? - O doente respondeu: Senhor, não tenho ninguém que me lance na piscina depois que a água for movimentada; e, durante o tempo que levo para chegar lá, outro desce antes de mim. - Disse-lhe Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e vai-te. - No mesmo instante o homem se achou curado e, tomando de seu leito, pôs-se a andar. Ora, aquele dia era um sábado.

Disseram então os judeus ao que fora curado: Não te é permitido levares o teu leito. - Respondeu o homem: Aquele que me curou disse: Toma o teu leito e anda. - Perguntaram-lhe eles então: Quem foi esse que te disse: Toma o teu leito e anda? - Mas, nem mesmo o que fora curado sabia quem o curara, porquanto Jesus se retirara do meio da multidão que lá estava.

Depois, encontrando aquele homem no templo, Jesus lhe disse: Vês que foste curado; não tornes de futuro a pecar, para que te não aconteça coisa pior.

O homem foi ter com os judeus e lhes disse que fora Jesus quem o curara. - Era por isso que os judeus perseguiam a Jesus, porque ele fazia essas coisas em dia de sábado. - Então, Jesus lhes disse: Meu Pai não cessa de obrar até ao presente e eu também obro incessantemente. (S. João, 5:1 a 17.)

22. Piscina (da palavra latina piscis, peixe), entre os romanos, eram chamados os reservatórios ou viveiros onde se criavam peixes. Mais tarde, o termo se tornou extensivo aos tanques destinados a banhos em comum.

A piscina de Betesda, em Jerusalém, era uma cisterna, próxima ao Templo, alimentada por uma fonte natural, cuja água parece ter tido propriedades curativas. Era, sem dúvida, uma fonte intermitente que, em certas épocas, jorrava com força, agitando a água. Segundo a crença vulgar, esse era o momento mais propício às curas. Talvez que, na realidade, ao brotar da fonte a água, mais ativas fossem as suas propriedades, ou que a agitação que o jorro produzia na água fizesse vir à tona a vasa salutar para algumas moléstias. Tais efeitos são muito naturais e perfeitamente conhecidos hoje; mas, então, as ciências estavam pouco adiantadas e à maioria dos fenômenos incompreendidos se atribuíam uma causa sobrenatural. Os judeus, pois, tinham a agitação da água como devida à presença de um anjo e tanto mais fundadas lhes pareciam essas crenças, quanto viam que, naquelas ocasiões, mais curativa se mostrava a água.

Depois de haver curado aquele paralítico, disse-lhe Jesus: “Para o futuro não tornes a pecar, a fim de que não te aconteça coisa pior.” Por essas palavras, deu-lhe a entender que a sua doença era uma punição e que, se ele não se melhorasse, poderia vir a ser de novo punido e com mais rigor, doutrina essa inteiramente conforme à do Espiritismo.

23. Jesus como que fazia questão de operar suas curas em dia de sábado, para ter ensejo de protestar contra o rigorismo dos fariseus no tocante à guarda desse dia. Queria mostrar-lhes que a verdadeira piedade não consiste na observância das práticas exteriores e das formalidades; que a piedade está nos sentimentos do coração. Justificava-se, declarando: “Meu Pai não cessa de obrar até ao presente e eu também obro incessantemente.” Quer dizer: Deus não interrompe suas obras, nem sua ação sobre as coisas da Natureza, em dia de sábado. Ele não deixa de fazer que se produza tudo quanto é necessário à vossa alimentação e à vossa saúde; eu lhe sigo o exemplo. (O paralítico da piscina - A Gênese - Os milagres segundo o Espiritismo, cap. XV - Os milagres do Evangelho - Curas - O paralítico da piscina, itens 21 a 23.)

Comentários e destaques feitos pelos participantes:

- Um dos primeiros pontos notados pelo grupo foi a evidência do egoísmo: cada um desejava a cura para si mesmo, e quem pudesse mais, alcançaria a cura nas águas agitadas; o paralítico ali não teria nenhuma chance;

- Outro ponto interessante de ser notado foi a resposta do doente quando Jesus lhe fez a pergunta: Queres ficar curado? - O doente respondeu: Senhor, não tenho ninguém que me lance na piscina depois que a água for movimentada; e, durante o tempo que levo para chegar lá, outro desce antes de mim. - Disse-lhe Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e vai-te.

A resposta do doente foi uma lamentação, uma queixa, e não uma resposta positiva e pronta: Quero! Diante de tal resposta, Jesus lhe disse: Levanta-te, toma o teu leito e vai-te.

- Disseram então os judeus ao que fora curado: Não te é permitido levares o teu leito. - Respondeu o homem: Aquele que me curou disse: Toma o teu leito e anda. - Perguntaram-lhe eles então: Quem foi esse que te disse: Toma o teu leito e anda? - Mas, nem mesmo o que fora curado sabia quem o curara, porquanto Jesus se retirara do meio da multidão que lá estava. Nota-se que aquele que recebeu a cura, sequer prestou atenção em quem o curou, o que denota evidente ingratidão.

- Depois, encontrando aquele homem no templo, Jesus lhe disse: Vês que foste curado; não tornes de futuro a pecar, para que te não aconteça coisa pior. Nesta passagem fica claro que aquele homem não foi salvo, mas apenas curado, e que se não houvesse transformação moral, poderia adoecer novamente;

- Aquele era um dia de sábado e os fariseus, apegados às formalidades da lei, lá estavam para lembrar que a lei do repouso não permitia o trabalho aos sábados, sem ao menos notar que aquele homem que agora carregava seu leito, antes era paralítico e fora curado;

- Jesus como que fazia questão de operar suas curas em dia de sábado, para ter ensejo de protestar contra o rigorismo dos fariseus no tocante à guarda desse dia. Queria mostrar-lhes que a verdadeira piedade não consiste na observância das práticas exteriores e das formalidades; que a piedade está nos sentimentos do coração.

Este comentário de Kardec é notável, pois mostra como Jesus, modelo e guia, agia sem pieguice, com humildade e firmeza, para ensinar aos homens o que é devotamento e abnegação.


Após o estudo dos textos acima, fizemos as seguintes perguntas aos nossos Guias:

1. O que significa voltar sobre os próprios passos, a que se refere a passagem dos dez leprosos?

2. Como compreender o que significa a verdadeira gratidão a que também se refere essa mesma passagem, como condição para a salvação?

3. Quais são, como relação ao nosso grupo, os empecilhos para que pratiquemos o bem como propõe Jesus?

Recebemos as seguintes respostas:



            O homem que retornou para agradecer a Jesus foi salvo pois ali está a gratidão, a humildade para reconhecer que foi Deus quem o curou, e que este é o caminho. Olhem o seu próximo, aquele que sofre, com um olhar de compaixão. Uma pequena prece o auxiliará, lhe trará forças morais nos seus embates. Orar pelo próximo é ser grato pelas dádivas recebidas, auxiliando-o a não sofrer.

 Sem nome

Psicografada pelo médium Sr. C. L.


            Por vezes sois acomodados, e o bem exige esforço. A falta de vontade firme é um empecilho para o vosso progresso. A ideia de que sois incapazes, de que é necessário um esforço muito grande, que a perfeição está muito longe, praticamente inalcançável, são preconceitos que vos paralisam e que precisam ser eliminados a fim de que avanceis mais rapidamente.

Psicografada pela adolescente Srta. C. A.

A gratidão é uma virtude que deveis utilizar em cada momento de vossas vidas. É um sentimento de alegria e devoção ao Pai. Ser grato é utilizar todos os recursos que Deus vos oferece para o aperfeiçoamento moral, na prática do bem. É não esquecer-se, ou tapar os ouvidos às Suas leis. É ter fé e coragem para enfrentar o ridículo dos homens.

A gratidão está na prática da justiça, no bem, na vivência dos ensinamentos do Cristo e do Espiritismo. Por isso, não se é grato apenas por não fazer lamentações, mas sim por esse conjunto de fatores.

Sede gratos ao Criador e ao Cristo vivendo seus ensinamentos, está aí a verdadeira gratidão.
  
Paulo, o Apóstolo

Psicografada pela adolescente Srta. C. A.,  em 06/07/2013.

 Deus não espera que o aduleis com palavras, que dirijais a ele pensamentos que lhe deem atributos. Ele é, e, sendo, como por exemplo, amor, o é por excelência.

O ato de gratidão só importa a Deus se consistir para vós no aprendizado da humildade e da submissão, que aumentam a vossa fé.

Cada ato vosso deveria e, será um dia, de gratidão a Deus, pois é ele que tudo nos concede; é ele que nos permite estar ao vosso lado para melhor entenderdes Suas leis.

A própria natureza é um exemplo de gratidão; tudo vibra alegria e sabedoria, que só podemos atribuir a Deus.

Vossos esforços vos pertencem porque Deus vos deu a liberdade de ação, e tanto podem ser esforços para o bem como para o mal. Poderíeis perguntar: e o mal? Bem, o mal é, como bem o sabeis, criação do homem, e Deus o permite, é claro; permite para vos instruir, para que, causado por vós ou acontecendo ao vosso lado, seja então o seu resultado infeliz motivo para que vos desgosteis dele.

Tudo é motivo de gratidão, pois a gratidão vos habilita à humildade e à submissão às leis de Deus, eu o repito.

Sem humildade não retornareis sobre o passo seguro que Jesus propõem; sem abnegação, que é o esquecimento de si mesmo, não vivereis a verdadeira caridade.

Se carregais hoje o peso da expiação, e reconheceis justa a vossa pena, agradecei, para terdes aliviado logo mais o vosso fardo e possais então gozar, não o gozo vazio e passageiro da Terra, mas a exemplo de Jesus, que, pleno de felicidade goza servindo, espalhando amor, apaziguando a humanidade no trabalho de gratidão eterna ao Pai.

 Santo Agostinho.

Psicografada pelo médium Sr. R. A., em 06/07/2013.

[1] A lei Schabbat (sabbat) era bem rigorosa e ia aos mínimos detalhes na proibição de trabalhar aos sábados. No entanto, havia um dispositivo que permitia que se cuidasse dos animais em certos caso, como este: Quando um animal cair num fosso pode-se retirá-lo, se houver risco de morte; deve-se apenas alimentá-lo, se o salvamento não for imediatamente necessário. (Beza, 3:4)

Jesus tem numerosos conflitos com os fariseus por causa da lei do descanso, que proibia a cura aos sábados. No entanto, conhecedor das leis, Jesus não se deixa enganar, e contesta sempre que julga injusto um preceito qualquer da lei, preferindo obedecer a lei de amor, que é a lei de Deus.

GEAK – GRUPO DE ESTUDOS ALLAN KARDEC

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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

SOBRE A EDUCAÇÃO1

Discurso feito pelo jovem Hippolyte-Léon Denizard Rival (1804-1869)2
  
          “A EDUCAÇÃO moral depende de uma multidão de causas que parecem minuciosas e que no entanto têm uma grande influência, principalmente numa idade em que o caráter, semelhante à cera mole, é suscetível de receber todas as impressões. Frequentemente um vício se manifesta numa criança sem que possamos conhecer-lhe a causa; então jogamos a falta sobre a natureza, enquanto ela provém, talvez, de uma impressão que recebeu, e que se poderia ter evitado com mais precaução.
           Na maioria de nossas instituições, as punições que são empregadas, quase sempre muito severas, quase sempre infligidas com parcialidade e num momento de impaciência, irritam a criança; ela se revolta, se enraivece contra a autoridade, e é assim que lhe damos ocasião de ser mentirosa, colérica, desrespeitosa,insubordinada, etc.: ocasiões que poderiam ter sido evitadas. Devemos nos surpreender ao ver os jovens experimentarem desgosto por seus estudos, quando nas classes tudo respira tristeza, tudo é feito para desgostar do trabalho, eu diria mesmo para fazer odiá-lo? Com efeito, como as crianças podem amar uma coisa da qual não se lhes mostra senão o lado mais desagradável, de que se servem mesmo para as punir? Como elas poderiam amar as pessoas que estão sempre ocupadas em lhes atormentar, sob os caprichos das quais elas estão continuamente em luta?Como podem elas estimar essas pessoas, quando frequentemente vêm suas ações contrariar seus preceitos? Como podem elas se tornar justas, se se é parcial com elas? Como podem ser boas se são tratadas com crueldade? O espírito da criança, naturalmente pouco preocupado, observa todas as nuances, mesmo as mais delicadas, do caráter do seu mestre e sabe aproveitá-las com habilidade. Eu vi uma criança de dez anos empregar a bajulação com tanta arte, quanto o mais hábil cortesão. O caráter frágil de um mestre a havia feito tal. Eis como havia cumprido sua tarefa de professor, sem ter, no entanto, a mínima má intenção.                                                                                                 
          Toda prudência se faz necessária quanto à conduta que temos diante das crianças, pois facilmente criamos nelas uma boa ou má impressão. Tudo, até o próprio tom com que lhes falamos, em certas circunstâncias, pode influenciá-las. Deve causar surpresa o fato de nelas se desenvolverem vícios dos quais se ignora a fonte? Uma criança pode aprender a doçura com homens que se deixam dominar por suas paixões? Pode adquirir sentimentos nobres com almas vis? Pode aprender a ser boa com aqueles que a maltratam? Pode se tornar polida com um homem que não o é? Pode, em uma palavra, adquirir as virtudes sociais com aquele que não as possui? Sem falar dos vícios mais palpáveis, estão aí uma série de observações minuciosas que contribuem essencialmente para a formação do moral da criança. São essas atenções que se negligencia na maioria das instituições, e outras bem maiores, as quais se pode perceber sem esforços. Mas, dir-se-á, qual é o homem bastante paciente para entrar nesses pequenos detalhes? Quem é que tem suficiente império sobre si mesmo, para atentar sobre suas pequenas falas, sobre suas mínimas ações? Quem é que sacrificará, por assim dizer, sua existência, para não se ocupar senão em ser útil a seu aluno? Esse homem seria o ser por Histórico, da Sociedade gramatical, da Sociedade de Métodos, Correspondente da Sociedade de Emulação de Ain, etc. etc.Rivail assumiu, em 18 de abril de 1857, o pseudônimo de Allan Kardec, por ocasião da publicação da primeira obra fundamental da Ciência Espírita, em Paris, França, intitulada Livro dos Espíritos.excelência. Eu respondo: O professor, tal como eu o entendo, e não um mercenário cujo objetivo é ganhar dinheiro, e que sacrifica tudo ao seu próprio interesse. A reunião de todas essas qualidades no mesmo indivíduo é difícil, eu o confesso; as se ele não pode aspirar à perfeição, deve tratar de, pelo menos, dela se aproximar o máximo possível. A obrigação que um professor se impõe é bem difícil de preencher, é uma obrigação sagrada quando se quer fazer honrado.
          Alguém me perguntou um dia se existe um homem, tal como o que acabo de descrever, e se esse não seria um ser quimérico para o nosso século; pois eu não conheço, dizia ele, ninguém que não seja dominado por um espírito de interesse e de egoísmo, mesmo aqueles que querem parecer filantropos. Respondi que não censurava que se tivesse em vista um pouco o seu interesse, nessa parte, porque cada um deve assegurar seus meios de existência; mas que se faça disso um ramode comércio, uma especulação; que se sacrifique o interesse (físico, moral ou intelectual) de seus alunos ao seu próprio interesse, eis o que censuro. Existem, no entanto, homens como os que descrevi, mesmo em nosso século; existem poucos, é verdade, mas é o que os torna ainda mais estimáveis. Provavelmente terei oportunidade de voltar a falar sobre este artigo, e aí darei a conhecer alguns desse homens.”

1 Le Petit Album de la jeunesse, par Alexandre de Villiers. Paris, 1825. Traduzido do francês pela equipe do
GEAK. 2 Diretor de escola, membro da Academia da indústria, da Sociedade Universal de Estatística, do Instituto
  
H. L. D. RIVAIL.
Fonte; Geak - Grupo de Estudos Allan Kardec


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